O projeto CT Luso organizou, no passado dia 1 de abril, um Workshop sobre Doenças Humanas e Animais Emergentes, para assinalar o final do módulo de formação 4, reunindo especialistas de Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe para discutir os desafios e estratégias no combate a essas patologias.
A iniciativa foi moderada pela coordenadora do projeto CT Luso Maria do Céu Patrão Neves e Sofia Núncio, investigadora no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) e responsável pelo Centro de Estudos de Vectores e Doenças Infeciosas (CEVDI).
A estrutura do workshop incluiu a apresentação dos convidados e do tema, seguida de intervenções individuais sobre a situação das doenças emergentes, negligenciadas e zoonóticas em cada país. De seguida, houve um debate com as moderadoras e respostas às questões dos formandos.
Em destaque, estiveram temas como os investimentos existentes para o combate às doenças, as estratégias adotadas pelos diferentes países, a colaboração entre laboratórios e o papel da biologia molecular na abordagem One Health. Também foi analisada a capacidade endógena de cada país para responder a pandemias, destacando a importância da cooperação internacional.
O workshop contou com a participação de cinco especialistas que partilharam a realidade dos seus países:
- Maria Cecília de Almeida (Angola) – Coordenadora do Programa de Controlo de Doenças Tropicais Negligenciadas;
- Maria Lara Ferrero Gómez (Cabo Verde) – Investigadora na Universidade Jean Piaget de Cabo Verde e coordenadora do mestrado em Doenças Tropicais;
- Inácio Alvarenga (Guiné-Bissau) – Trabalhou na OMS da Guiné-Bissau para o combate a epidemias e atualmente atua na Gestão dos Programas de Saúde da OMS em Moçambique;
- Osvaldo Frederico Inlamea (Moçambique) – Coordenador do Programa de Doenças Tropicais Negligenciadas e Zoonóticas no Instituto Nacional de Saúde de Moçambique;
- Adionilde Aguiar (São Tomé e Príncipe) – Especialista em Medicina Geral e Familiar, com contributos na elaboração do Plano Nacional do Desenvolvimento da Saúde do país.
O evento reforçou a necessidade de um trabalho conjunto entre os países lusófonos na prevenção e controlo de doenças emergentes, promovendo a partilha de conhecimento e o fortalecimento das capacidades locais.
