Realizou-se no dia 4 de junho a 10.ª reunião do projeto CT Luso, marcada pelo balanço do ciclo de formação que, ao longo de seis meses, mobilizou profissionais dos PALOP em torno de temas-chave sobre ensaios clínicos e regulação.
A sessão foi moderada por Maria Alexandra Ribeiro, consultora do projeto, e contou com a presença de representantes das instituições parceiras e formandos.
A consultora destacou os resultados positivos da formação, com uma taxa de reprovação baixa — entre 1% e 9% — e uma taxa de sucesso a rondar os 75%. “Este é um resultado expressivo, que demonstra o empenho e a seriedade dos formandos ao longo dos seis meses de formação, que lhes permitirá obter 12 ECTS (créditos europeus)”, sublinhou. No total, 213 formandos realizaram o teste final, e os que não obtiverem aprovação ainda terão oportunidade de apresentar um trabalho de recuperação.
Seguiu-se a intervenção da Professora Beatriz Lima, em representação da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, que fez o resumo do Módulo 6 – Sistemas Regulamentares Internacionais, classificando-o como “extraordinariamente participado”. A docente sublinhou o entusiasmo e a qualidade do debate, destacando o envolvimento dos formandos e a pertinência do tema no contexto atual dos países parceiros.
José Reis, psicólogo clínico cabo-verdiano, deixou um apelo à continuidade da partilha de experiências: “A formação pode terminar, mas não deve acabar aqui a nossa troca de ideias. Esta rede de contacto e de aprendizagem é muito valiosa”.
João Semedo, jurista também de Cabo Verde, afirmou que foram “seis meses de muita aprendizagem, em que adquirimos um conjunto de conhecimentos que espero que sejam muito úteis”.
Mouhammed Djicó, diretor de serviço e pesquisador no Instituto Nacional da Saúde Pública da Guiné-Bissau, considerou que “estes seis meses foram muito bem aproveitados. Já tínhamos tido formação no âmbito do BERC-Luso, mas esta constituiu um verdadeiro complemento. O grupo foi muito heterogéneo, e valeu a pena estarmos aqui ao longo de todo este período. Saímos com conhecimentos e experiências que irão enriquecer o nosso percurso e a prática nos nossos países.”
Outro dos pontos altos da reunião foi o destaque para a criação da Comissão para acompanhar o projeto CT Luso na Guiné-Bissau, apresentada como um exemplo inspirador para os restantes países. A moderadora da reunião Maria Alexandra Ribeiro lançou o desafio para que iniciativas semelhantes possam ser promovidas, reforçando o papel das estruturas nacionais na área regulamentar.
Houve ainda tempo para fazer o ponto de situação da organização do Simpósio Internacional Lusófono. A Assessora de Comunicação do CT Luso, Ana Sofia Calaça, apelou à mobilização de todos os parceiros para a divulgação do evento, através da partilha do save the date e das informações disponíveis no site oficial.
A reunião terminou com um reforço claro: o encerramento da formação não significa o fim do trabalho conjunto; pelo contrário, abre caminho a novas fases de colaboração, partilha e construção coletiva, num esforço contínuo para fortalecer a capacidade regulamentar e científica no espaço lusófono.